
Se todos nós amássemos o nosso País como os sulistas, o Brasil seria outro…
setembro 2, 2010O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos.
Olham o escândalo na televisão e exclamam ‘que horror’.
Sabem do roubo do político e falam ‘que vergonha’. Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam ‘que absurdo’.
Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem ‘que baixaria’. Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram ‘que medo’. E pronto!
Pois acho que precisamos de uma transição ‘neste país’. Do ressentimento passivo à participação ativa’.
Pois recentemente estive em Porto Alegre, Caxias do Sul, Florianópolis, Joinville, Foz do Iguaçu e Curitiba, onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, ainda mais um paulista/paulistano que sou.
Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém. No Paraná,
palestrando num evento da FAE, uma surpresa.
Abriram com o Hino Nacional.
Todos em pé, cantando. Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Paraná.
Fiquei curioso. Como seria o hino?
Comentei com um senhor ao meu lado, e ele disse que em todas as partidas de futebol no estado, o hino estadual também é executado. Começa a tocar e, para minha surpresa, quase todos cantam a letra:
“Entre os astros do Cruzeiro!
És o mais belo a fulgir,
Paraná serás luzeiro, Avante para o porvir!
A glória, Santuário..
Que o povo aspire e que idolatre-a…
E brilharás com brilho vário,
Estrela rútila da Pátria,
Pela vitória do mais forte,
Lutar, lutar, chegada é a hora!”
Na semana seguinte, em um belo evento que palestrei na Sindirádio em Porto Alegre, pós Hino Nacional Brasileiro, toca-se o Hino do EStado do Rio Grande do Sul:
“Como a aurora precursora
do farol da divindade,
foi o vinte de setembro
o precursor da liberdade”
Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo.
E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem.
E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de
comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado.
Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é ‘comunidade’.
Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo.
Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Que o Rio de Janeiro tem hino? Pois é…
Foi então que me deu um estalo.
Sabe como é que os ‘ressentimentos passivos’ se transformarão em participação ativa?
De onde virá o grito de ‘basta’ contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil?
De São Paulo é que não será. Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo e Rio de Janeiro. Os paulistas e cariocas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção. São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem ‘liga’.
Cada um por si e o todo que se dane. E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes.
Penso que o grito – se vier – só poderá partir das comunidades que ainda têm essa ‘liga’. A mesma que eu vi em Curitiba e Porto Alegre.
Algo me diz que mais uma vez os brasileiros apaixonados do sul é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo, Rio, etc.
Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles.
De minha parte, eu acrescentaria, ainda:
‘…Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra…’
Arnaldo Jabor

Terremoto no Chile pressiona celulose
março 3, 2010SÃO PAULO – O presidente da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel Neto, disse hoje que o terremoto que atingiu o Chile no sábado deve reduzir ainda mais os estoques do produto no mundo, o que significará uma pressão de alta sobre os preços.
“Os estoques já estão em níveis baixos no mundo. Com a parada no Chile, os estoques vão baixar ainda mais”, afirmou o executivo. “Havendo falta de celulose, haverá uma pressão nos preços”, acrescentou.
O Chile é o décimo maior produtor mundial de celulose, com uma produção anual próxima de 5 milhões de toneladas, conforme dados coletados pela Consultoria RISI em 2008.
De acordo com Maciel, além de paralisar fábricas, o sismo afetou o escoamento da produção e o abastecimento das fábricas, dado que o tremor prejudicou o funcionamento de portos, além de obstruir as vias de acesso às unidades produtivas.
Durante apresentação dos resultados de 2009, quando a Suzano teve o lucro recorde de R$ 878 milhões, executivos da empresa informaram que os produtores seguem com estoques reduzidos, abrindo espaço para reajuste de preços de celulose. Só neste ano, a Suzano elevou em US$ 30 a tonelada da celulose de eucalipto por três meses seguidos.
Em reais, o preço do insumo, por tonelada, já está ao redor de R$ 1,4 mil, acima da média histórica de R$ 1,36 mil, que tem como base de cálculo uma cotação média de R$ 2,31 para cada dólar, em um período de dez anos.
Os executivos da companhia também apontaram uma recuperação muito rápida no mercado de papel, onde os preços também sobem.
A companhia já aplicou neste ano um aumento de 5% nos preços de todas categorias de papéis ofertadas para a América do Norte e para a América Latina. No Brasil, a Suzano reajustou em 5% os preços de papéis não revestidos.
(Eduardo Laguna | Valor)

CeBIT busca novo perfil para evitar evasão de expositores e visitantes
março 3, 2010A maioria dos segmentos do setor digital tem feira própria, o que reduziu interesse de expositores e visitantes pela feira de Hannover. “Mundo Conectado” é o tema da edição 2010, que tem a Espanha como país parceiro.
Menos expositores, menos visitantes, menos atenção: a maior feira mundial de tecnologia da informação busca um novo perfil. Se há 10 anos a CeBIT de Hannover ainda atraía 800 mil visitantes, em 2009 este número já havia se reduzido à metade.
Com 4.157 expositores de 68 países, a edição de 2010, que acontece de 2 a 6 de março, atingiu o número mais baixo de participantes dos último 20 anos. Uma das causas disso é o grande número de feiras paralelas: praticamente cada segmento do setor tem hoje um evento próprio.
Mas para Wolfram von Fritsch, presidente da Deutsche Messe AG, empresa que organiza a CeBIT, o fato de a feira ter menos participantes não significa que ela tenha perdido importância. “A relevância da CeBIT é ainda maior do que quando ela atraía 800 mil pessoas e ela vai continuar sendo a maior feira mundial de business to business da indústria de tecnologia da informação e da comunicação”, avalia Fritsch.
Apesar do menor número de expositores, 300 deles estão em Hannover pela primeira vez, entre os quais o Google e a Amazon, maior empresa mundial de comércio eletrônico.
Em 2010, o tema central da CeBIT é “Connected Worlds” (mundos conectados) e a ideia é mostrar como, aos poucos, desaparecem os limites entre trabalho e lazer, entre aplicações para computadores portáteis e fixos, entre online e offline.
Segundo Jürgen Kuri, vice-chefe de redação da revista alemã de informática c’t, há dois campos temáticos de destaque nesta edição da feira: “naturalmente, a internet móvel, que é acessível de qualquer lugar e disponibiliza dados em tempo real, e a chamada Cloud Computing (computação em nuvem), em que dados e aplicações são armazenados na rede”.
Outra atração é a “casa do futuro”, um apartamento de 400 metros quadrados, com cozinha, sala de estar e área de ginástica, completamente conectados: um assistente de energia ajuda a economizar no consumo de luz e do sistema de calefação, um ajudante digital de cozinha ajuda a manter uma alimentação saudável, e outro assistente dá conselhos práticos para a manutenção da forma física.
Também estão sendo expostas as novidades nas áreas de educação, com a “sala de aula digital”, e os avanços do governo digital, que aumentam as possibilidades de comunicação entre as administrações públicas e os cidadãos.
A CeBIT continua sendo imperdível para aficionados em tecnologia. Os monitores de televisão apresentados na feira impressionam não só pelo tamanho e pela nitidez da imagem, mas também pelas inúmeras funções extras embutidas.
A tevê de alta definição (HDTV) e conteúdos de internet oferecidos na tela estão entre as principais atrações, assim como receptores de satélite conectados à rede. Também há um pavilhão dedicado ao mercado de soluções 3D, impulsionado pelo filme Avatar.
Tudo o que se relaciona a música e internet pode ser visto no pavilhão CeBIT Sounds, onde o visitante encontra não só as novidades do setor, mas também pode assistir a apresentações ao vivo.
A Espanha, um dos cinco principais países europeus em termos de tecnologia de ponta, é o país de destaque da CeBIT 2010. Mas também o Brasil contará com dois estandes coletivos.
Segundo José Antonio Antonioni, diretor presidente da Softsul (Associação Sul-Riograndense de Apoio ao Desenvolvimento de Software), “a imagem do Brasil no exterior fortaleceu-se a partir da sua capacidade de recuperação econômica global em 2009. Este fato potencializa o momento de realização da CeBIT 2010 como oportunidade para as empresas brasileiras”.
Segundo uma pesquisa divulgada pelo Observatório Europeu de Tecnologia da Informação (Eito), o mercado brasileiro de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) deverá crescer este ano 6,2% em relação a 2009.
Ainda com base na mesma pesquisa, Constantino Bäumle, diretor da Hannover Fairs do Brasil, acredita que os gastos com TI se intensificarão em 2010, juntamente com a recuperação da economia global. “Entre os segmentos mais promissores do setor no país, o Eito destaca o de serviços, cujo volume de mercado aumentou de 8 bilhões de euros em 2006 para 10,7 bilhões de euros em 2009 e continua em forte crescimento”, diz Bäumle.

Somente Por Hoje
setembro 1, 2009- Somente por hoje, serei feliz. Isso pressupõe que o que Abraham Lincoln disse é verdade, isto é, “que muitas pessoas são quase tão felizes quanto o resolvem ser”. A felicidade vem do nosso íntimo; não é uma questão de exterioridade.
- Somente por hoje, procurarei ajustar-me às coisas como elas são, e não procurarei ajustar aos meus próprios desejos. Aceitarei a minha família, os meus negócios e a minha sorte como se apresentarem, ajustando-me a eles.
- Somente por hoje, cuidarei do meu corpo. Exercita-lo-ei, tratarei dele, alimenta-lo-ei, não abusarei dele nem o esquecerei, para que ele seja um mecanismo perfeito sob o meu comando.
- Somente por hoje, procurarei fortalecer o meu espírito. Aprenderei alguma coisa útil. Não serei um vagabundo mental. Lerei alguma coisa que exija esforço, raciocínio e concentração.
- Somente por hoje, exercitarei a minha alma de três maneiras: prestarei um bom serviço al alguém sem que ninguém saiba. Farei, pelo menos duas coisas que não deseje fazer, como William James sugere, apenas como exercício.
- Somente por hoje, serei agradável. Apresentar-me-ei o melhor que puder, vestir-me-ei o mais corretamente possível, falarei baixo, agirei cortesmente, serei liberal em minhas apreciações, não farei crítica alguma, não acharei nada errado, nem procurarei orientar ou corrigir ninguém.
- Somente por hoje, procurarei viver unicamente durante este dia, sem tentar resolver de uma só vez o problema de toda a minha vida. Durante doze horas, posso fazer coisas que me aterrorizariam se tivesse de enfrentá-las durante toda a vida.
- Somente por hoje, terei um programa. Escreverei o que espero fazer em cada hora. Talvez não o siga exatamente, mas, de qualquer modo, tê-lo-ei. Servirá pra eliminar duas pestes – a pressa e a indecisão.
- Somente por hoje, reservarei meia hora tranqüila unicamente para mim – e repousarei. Nessa meia hora, pensarei em Deus, de modo a adquirir um pouco mais de perspectiva em minha vida.
- Somente por hoje, não terei medo – não terei medo principalmente de ser feliz, de gozar o que é belo, de amar, nem de pensar se aqueles que eu amo me amam.
Se quisermos desenvolver uma atitude mental que nos traga paz e felicidade, eis a Regra I:
“Pense e aja alegremente, e você se sentirá alegre”
S. F. Partridge
Fonte: www.jws.com.br

Marketing ou propaganda enganosa!?
agosto 25, 2009
O que o marketing vende a indústria não consegue entregar…