O fabricante automobilístico Daimlerchrysler informou que venderá uma participação de 80,1% na Chrysler ao investidor financeiro Cerberus por 5,5 bilhões de euros (US$ 7,452 milhões), livre de dívidas.
Criada em 1992, a Cerberus Capital Management, L.P. é uma das maiores empresas de investimento privado do mundo com US$16,5 bilhões sob gerenciamento em fundos e contas. A Cerberus é especializada em disponibilizar recursos financeiros e expertise operacional para ajudar a transformar empresas subvalorizadas em líderes da indústria para sucesso de longo prazo e criação de valor.
A Daimlerchrysler, que passará a se chamar Daimler, ficará com um pacote acionário de 19,9% na futura Chrysler Corporation LLC.
Em uma junta extraordinária de acionistas no segundo semestre, os proprietários decidirão sobre a alteração do nome proposto pela direção, dada a nova estrutura acionária do consórcio.
A Chrysler mantém os compromissos financeiros do pagamento das aposentadorias e os custos de seguridade social de seus empregados.
O fabricante automobilístico alemão prevê fechar a transação no terceiro trimestre do ano. A operação ainda deve ser aprovada pelas autoridades de concorrência e terá um efeito contábil negativo no fluxo de caixa de 500 milhões de euros (US$ 677 milhões).
“Queremos ser o produtor líder mundial de veículos e serviços em todos os segmentos de mercado nos quais estamos presentes”, afirmou o presidente da Daimlerchrysler, Dieter Zetsche.
O executivo-chefe da Cerberus Capital Management, John Snow, disse que a companhia “acredita na força da indústria manufatureira dos Estados Unidos e na indústria automotiva americana, mas o mais importante é que acredita na Chrysler”.
A Daimlerchrysler, o quinto maior fabricante automobilístico do mundo, foi fundada em 12 de novembro de 1998, como resultado da fusão da empresa alemã Daimler-Benz e da americana Chrysler Corporation.
A Chrysler produz veículos das marcas Chrysler, Dodge e Jeep. Há até pouco tempo atrás fabricava também automóveis Eagle e Plymouth.
Os rumores sobre a venda da Chrysler surgiram há algumas semanas no mercado. Entre os possíveis compradores, além da Cerberus, estavam o fabricante canadense de autopeças Magna International e a sociedade de investimento Blackstone Group.
A processo de fusões e aquisições que muitas grandes empresas vinham adotando como estratégia para crescer no mercado nem sempre tem o resultado esperado. Divergências entre a cultura, os valores e a gestão dificultam o processo do alinhamento das estratégias entre as empresas envolvidas. O caso da Chrysler chama atenção para como o mercado irá se comportar em casos de fusão sem sucesso.