Arquivo da categoria ‘saúde’

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Somente Por Hoje

Setembro 1, 2009
  1. Somente por hoje, serei feliz. Isso pressupõe que o que Abraham Lincoln disse é verdade, isto é, “que muitas pessoas são quase tão felizes quanto o resolvem ser”. A felicidade vem do nosso íntimo; não é uma questão de exterioridade.
  2. Somente por hoje, procurarei ajustar-me às coisas como elas são, e não procurarei ajustar aos meus próprios desejos. Aceitarei a minha família, os meus negócios e a minha sorte como se apresentarem, ajustando-me a eles.
  3. Somente por hoje, cuidarei do meu corpo. Exercita-lo-ei, tratarei dele, alimenta-lo-ei, não abusarei dele nem o esquecerei, para que ele seja um mecanismo perfeito sob o meu comando.
  4. Somente por hoje, procurarei fortalecer o meu espírito. Aprenderei alguma coisa útil. Não serei um vagabundo mental. Lerei alguma coisa que exija esforço, raciocínio e concentração.
  5. Somente por hoje, exercitarei a minha alma de três maneiras: prestarei um bom serviço al alguém sem que ninguém saiba. Farei, pelo menos duas coisas que não deseje fazer, como William James sugere, apenas como exercício.
  6. Somente por hoje, serei agradável. Apresentar-me-ei o melhor que puder, vestir-me-ei o mais corretamente possível, falarei baixo, agirei cortesmente, serei liberal em minhas apreciações, não farei crítica alguma, não acharei nada errado, nem procurarei orientar ou corrigir ninguém.
  7. Somente por hoje, procurarei viver unicamente durante este dia, sem tentar resolver de uma só vez o problema de toda a minha vida. Durante doze horas, posso fazer coisas que me aterrorizariam se tivesse de enfrentá-las durante toda a vida.
  8. Somente por hoje, terei um programa. Escreverei o que espero fazer em cada hora. Talvez não o siga exatamente, mas, de qualquer modo, tê-lo-ei. Servirá pra eliminar duas pestes – a pressa e a indecisão.
  9. Somente por hoje, reservarei meia hora tranqüila unicamente para mim – e repousarei. Nessa meia hora, pensarei em Deus, de modo a adquirir um pouco mais de perspectiva em minha vida.
  10. Somente por hoje, não terei medo – não terei medo principalmente de ser feliz, de gozar o que é belo, de amar, nem de pensar se aqueles que eu amo me amam.

Se quisermos desenvolver uma atitude mental que nos traga paz e felicidade, eis a Regra I:

“Pense e aja alegremente, e você se sentirá alegre”

S. F. Partridge

Fonte: www.jws.com.br

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Live young!!!

Julho 10, 2009

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Pandemia ou surto de gripe suína???

Abril 25, 2009

OMS se reúne para definir combate a surto de gripe suína

Genebra, 25 abr (EFE).- A Organização Mundial da Saúde (OMS), “muito preocupada” com o surto de gripe suína detectado no México e nos Estados Unidos, iniciou hoje uma reunião de crise em Genebra.

A diretora-geral do órgão, Margaret Chan, que estava de visita nos EUA, voltou hoje a Genebra para coordenar a resposta ao surto da doença, que já matou 20 pessoas no México, onde há outras 40 mortes suspeitas.

“O mais preocupante é que o vírus é transmitido de pessoa para pessoa”, disse o porta-voz da OMS Thomas Abraham.

Segundo o funcionário, os casos detectados no México e nos EUA foram causados por uma mutação nunca vista do vírus da gripe suína.

No México, cerca de 5 mil pessoas foram colocadas em observação, mas a OMS ainda não declarou uma epidemia.

Ontem à noite, a organização decidiu enviar uma missão especial ao país.

México: 20 mortos por gripe suína; alerta em mais oito países

CIDADE DO MÉXICO, México, 25 Abr 2009 (AFP) – O México amanheceu neste sábado em estado de alerta diante da epidemia de um novo tipo de doença suína, que já matou 20 pessoas e ameaça outras 48, além de ter infectado oito pessoas nos EUA e desencadeado medidas de prevenção em mais sete países da região.

“Foram certificadas 20 mortes pelo vírus e 48 casos graves estão sendo acompanhados no México”, afirmou sexta-feira o ministro da Saúde, José Ángel Córdova, em declarações ao canal Televisa.

Das 20 mortes confirmadas, 13 ocorreram na Cidade do México, quatro no estado de San Luis Potosí (centro), dois na Baixa Califórnia (noroeste) e uma em Oaxaca (sudeste).

Além disso, 1.004 pessoas contagiadas somente na capital e sua área metropolitana, onde vivem 20 milhões de pessoas.

“Mas trata-se de uma epidemia, não de uma pandemia”, disse Córdova.

Contrariamente ao que foi anunciado, a população não será vacinada contra a doença, porque não há nenhum medicamento que garanta proteção por se tratar de um novo vírus.

Mas o governo indicou que possui um milhão de doses de um antiviral específico que já está sendo aplicado nos doentes.

“O governo tomou e continuará tomando todas as medidas pertinentes e decretará as medidas de urgência ou prevenção que forem necessárias”, declarou o presidente Felipe Calderón, mostrando-se confiante em superar a epidemia.

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10 dicas para a qualidade total de vida

Abril 17, 2009


A qualidade de nossas vidas não depende somente de quanto dinheiro nós temos no banco ou quantos carros possuímos. A verdadeira qualidade de vida pode ser medida pela nossa saúde e bem-estar físico e emocional, pelos nossos pensamentos e relacionamentos, por nossa auto-estima e principalmente pelo grau de espiritualidade que alcançamos na vida.

1. Harmonize seu lar – Periodicamente, abra portas e janelas e comece uma limpeza. Inicie pelo guarda-roupa e armários, tire tudo e só guarde o que está realmente precisando. O resto elimine da melhor forma que encontrar  doando, vendendo etc.). Roupas e objetos que estão sem uso perdem a função vital, bloqueando o fluxo de energia do meio ambiente. A falta dessa energia ou a energia parada adoece a casa, você e sua família.

2. Coma bem – Respeite os momentos das refeições. Preste atenção no que está fazendo. Não assista TV e nem marque negócios para esta hora. Evite falar sobre problemas. Acalme-se, olhe para o seu prato e lembre-se: o que está ingerindo irá para o interior das suas células e será parte de você, tanto física como mentalmente. Seu corpo é 100% natural, uma alimentação artificial é incompatível com a sua natureza.

3. Preste atenção em você – Perceba os seus pensamentos. Ao longo do dia você tem milhares de pensamentos negativos e positivos. Você não é os seus pensamentos, mas eles têm uma enorme força sobre a sua vida. Você pode
mudar a sua vida mudando a qualidade de seus pensamentos. Quanto aos negativos, você não poderá eliminá-los, mas
poderá tirar as suas forças, cultivando os positivos e os elevados.

4. Tenha objetivos – Tenha objetivos materiais e espirituais. Busque sempre melhorar a sua condição financeira, planeje comprar bens, faça investimentos, realize viagens e busque tudo que você tiver vontade, mas lembre-se: nunca dependa destas conquistas para viver emocionalmente bem. Elas não podem garantir isto!

5. Faça exercícios – Escolha um exercício que lhe agrade, caminhar e nadar são os mais recomendados. Os exercícios estimulam o fluxo de energia vital, gerando além de um melhor condicionamento físico, uma ótima sensação de  bem-estar. A prática de exercícios bioenergéticos como a yoga, o tai chi chuan, a dança do ventre entre outros, é fundamental para o equilíbrio do corpo e da mente. O mais difícil é tomar a decisão de começar. Mas depois de 21 dias de exercício ou prática o cérebro registra como um hábito e tudo fica mais fácil.

6. Utilize seus talentos – Você tem dons e talentos. Descubra quais são eles e comece a colocar em prática. A saúde física e emocional depende muito destes talentos. Pessoas que não utilizam esta energia criativa, bloqueiam o seu fluxo energético e adoecem física e emocionalmente. Canalize seus talentos com o propósito de melhorar a vida das pessoas.

7. Medite, medite e medite – É a medicina do corpo e da mente mais poderosa do mundo. Além de terapêutica é a melhor ferramenta para o crescimento pessoal e espiritual. Com a meditação você cura seu corpo, melhora a memória e concentração, desperta a intuição e a percepção. Existem muitas técnicas e rituais. Cada um deve praticar da maneira que se sentir melhor. Procure um livro, um curso ou um mestre, mas procure, pois a meditação vai melhorar muito a sua vida.

8. Aceite a vida – Pare já de reclamar. Aceite viver neste planeta azul, e curta esta viagem da melhor maneira possível. Lembre-se que ela tem fim, então faça bom proveito. Aceite sua casa e seus bens. Aceite as pessoas como elas são e principalmente se aceite como você é, seu corpo, sua personalidade. Mas aceitar não significa se acomodar com os problemas e dificuldades da vida. Devemos buscar a força para mudar o que podemos mudar, e a aceitação para o que não se pode.

9. Visite a natureza – Coloque esta meta em sua vida. Pelo menos uma vez por mês, faça uma visita a mãe natureza. Ela tem o poder de purificar as suas células e acalmar o seu espírito. O mar neutraliza as energias negativas e recarrega campo eletromagnético (aura), as cachoeiras ativam a vida celular e também energizam a aura, além de hidratar a pele e cabelo. O verde ativa o processo interior de autocura, tanto física como emocional.

10. Converse com Deus – Os gregos evitavam dizer o nome de Deus, pois achavam seu vocabulário muito limitado para expressar a grandeza Dele. Então todas as vezes que tinham que falar sobre Deus usavam a expressão o TODO. Aprenda estar em sintonia com o TODO que está ao seu redor e principalmente dentro do seu coração. A melhor forma? Fica a seu critério, o importante é desejar que isto aconteça.

Marcelo de Almeida é consultor e conferencista da RH Brasil Consultoria Empresarial.

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Homenagem ao criador do Jiu Jitsu Brasileiro

Janeiro 30, 2009

Kimura x Hélio Gracie

Jovialidade

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Teto para fumantes

Janeiro 15, 2009

Recebi por email uma foto show de bola!!!

O artista criou no teto da área de fumantes uma pintura com um singelo recado…

fumante

Bons hábitos a todos…

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Volvo inicia campanha Motorista da Vez entre funcionários

Setembro 29, 2008

A Volvo do Brasil, fabricante de caminhões e ônibus sediado em Curitiba, está  estimulando seus funcionários a adotar um comportamento seguro no trânsito e serem  multiplicadores do “motorista da vez” com amigos e familiares. Além disso, durante a Semana Nacional de Trânsito, atividades educativas esclarecem sobre os mitos do uso de produtos com álcool e o teste do bafômetro.

Para estimular os funcionários a não dirigir depois de beber, o Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST) realiza na sede da empresa, em Curitiba, a campanha “Motorista da Vez”. Eles serão estimulados a eleger, num grupo de amigos, quem não vai beber para garantir um retorno seguro para casa, depois de reuniões como o tradicional happy hour. Todas às sextas-feiras após o expediente, muitos funcionários se reúnem no bar da Associação Viking (AV), associação dos funcionários da empresa, para a descontração e o lazer entre amigos e familiares.

A partir desta sexta-feira (26), dois monitores estarão interagindo com o público do Bar da AV para a eleição dos “motoristas da vez”, aptos a levar os colegas para casa em segurança.  Para confirmar quem está em condições de dirigir, um bafômetro vai ser disponibilizado no bar da associação para que os funcionários façam o teste antes de definir a melhor opção de transporte: o taxi, o carro, a carona segura com o “amigo da vez” ou a van que empresa disponibilizará para o trajeto até o centro da cidade, passando por terminais de ônibus.

A atividade integra a Semana Nacional de Trânsito e tem como objetivo estimular uma mudança de comportamento entre os funcionários, e torná-los multiplicadores do conceito do “Motorista da Vez” junto a parentes e amigos.

“Nosso compromisso é com a segurança, afinal é um dos nossos valores corporativos junto com a qualidade e o respeito ao meio ambiente. E isso passa, necessariamente por nossos funcionários”, explica o diretor de recursos humanos e assuntos corporativos da Volvo, Carlos Morassutti. “A maioria das pessoas gosta de se reunir com os amigos, colegas e familiares para o lazer; isso é cultural e faz bem. Nosso objetivo é reforçar a importância de que isso seja feito com responsabilidade”, completa o executivo.

Bar da vez

Além desta atividade, a Volvo está desenvolvendo outra ação educativa junto aos funcionários durante a Semana Nacional de Trânsito para estimular a discussão sobre o tema o “Bar da Vez”.  Nesta quinta e sexta-feira, 25 e 26, o espaço cultural dentro da empresa será ambientado como um bar e, durante todo o expediente – em especial no horário do almoço -, os funcionários vão participar de atividades interativas para esclarecer mitos sobre o teste do bafômetro. Eles serão convidados a experimentar bombons de licor, anti-séptico bucal com álcool e spray de própolis e realizar o teste do bafômetro.

O objetivo é desmistificar mitos e esclarecer dúvidas sobre o uso de produtos que contenham álcool, visto que o hálito de álcool termina em aproximadamente cinco minutos após o consumo. Eles poderão comprovar na prática que quem come um bombom de licor ou faz um bochecho não corre o risco de ser autuado.

Todo ano, a Volvo envolve seus funcionários em atividades que estimulem a discussão dos temas diversos de segurança, especialmente durante a Semana Nacional de Trânsito.

O PVST

O Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST) é referência nacional na discussão do tema e mobilização da sociedade. O PVST desenvolve diversas ações para incentivar a busca de soluções que aumentem a segurança e diminuam o número e a gravidade dos acidentes no país.

Suas principais atividades são: Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito, o Fórum Volvo de Segurança, o Transitando (programa de educação de trânsito para ensino médio) e o TransFormar (programa de desenvolvimento de motoristas profissionais).

Mais informações: www.volvo.com.br/pvst

Texto: milena@nqm.com.br
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Mais de 900 milhões de pessoas passam fome no mundo, diz ONU

Setembro 17, 2008

da Folha Online

O número de pessoas com fome no mundo subiu de 850 milhões para 925 milhões em 2007, por causa da disparada dos preços dos alimentos, anunciou nesta quarta-feira em Roma o diretor da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Jacques Diouf.

“O número de pessoas subnutridas antes da alta dos preços de 2007-2008 era de 850 milhões. Este número aumentou durante 2007 em 75 milhões, alcançando os 925 milhões”, declarou Diouf em audiência nas Comissões das Relações Exteriores e de Agricultura do Parlamento italiano.

Stephen Morrison – 06.jan.2008/Efe
Equipe da Cruz Vermelha distribui alimentos, em acampamento de refugiados no Quênia
Equipe da Cruz Vermelha distribui alimentos, em acampamento de refugiados no Quênia

O índice FAO dos preços dos alimentos teve aumento de 12% em 2006 em relação ao ano anterior, de 24%, em 2007, e de 50%, durante os sete primeiros meses deste ano, acrescentou Diuf.

“É preciso investir US$ 30 bilhões por ano para duplicar a produção de alimentos e acabar com a fome”, acrescentou. Diouf afirmou que “o desafio é de grandes proporções e é necessário dar de comer a 9 bilhões de pessoas em 2050″.

Segundo ele, este valor é “bastante modesto” se comparado às somas desembolsadas pelos países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) em incentivo à agricultura (US$ 376 bilhões) ou aos gastos com armamento (US$ 1,2 trilhão), em 2006.

O diretor-geral da FAO reiterou que as previsões indicam que, mesmo que a produção de cereais no mundo melhore, os preços se manterão estáveis nos próximos anos e a crise dos alimentos se prolongará nos países pobres.

Metas contra a fome

Os países membros da FAO se comprometeram durante uma cúpula no início de junho em Roma a reduzir pela metade o número de pessoas que sofrem de fome até 2015, apesar da crise de alimentos, segundo a declaração final desta reunião.

Este texto, obtido após árduas negociações, reitera as conclusões das cúpulas sobre alimentação de 1996 e 2002: “Alcançar a segurança alimentar” e “reduzir à metade o número de pessoas subnutridas até 2015, no máximo”.

Em Roma, Diuf considerou que, com as tendências observadas hoje, “esta meta seria alcançada em 2150 em vez de 2015″. Na cúpula de Roma, os doadores se comprometeram a conceder mais de US$ 6,5 bilhões para a luta contra a fome e a pobreza.

Miséria

Em julho, no ápice da crise alimentar no mundo com o início da escalada dos preços dos alimentos, a ONU e o Banco Mundial haviam alertado contra o avanço da miséria.

Ali Ali – 11.ago.2008/Efe
Palestinos recolhem sacos de alimentos no centro de distribuição da ONU, em Gaza
Palestinos recolhem sacos de alimentos no centro de distribuição da ONU, em Gaza

A alta dos preços dos alimentos ameaça reverter todos os avanços globais com desenvolvimento e levar 100 milhões de pessoas em todo o mundo para baixo da linha de pobreza, advertiram no secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-Moon, e o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

A declaração de ambos foi feita na ilha de Hokkaido, no Japão, onde aconteceu a reunião de cúpula anual do G8 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia).

Na ocasião, Ban e Zoellick cobraram dos países do G8 uma ação urgente para combater a atual crise e para prevenir futuras altas nos preços dos alimentos.

Segundo o secretário-geral da ONU, o mundo enfrenta três crises simultâneas e interligadas – dos alimentos, do clima e de desenvolvimento –para as quais são necessárias soluções integradas.

“Nossos esforços até agora têm sido muito divididos e esporádicos. Agora é a hora de termos um enfoque diferente”, afirmou Ban.

“A ONU está pronta para ajudar com todos esses desafios globais”, disse. Segundo ele, “todo dólar investido hoje equivale a dez amanhã ou cem no dia seguinte”.

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Um dia na vida do seu corpo

Maio 12, 2008

A cronobiologia, o ramo da ciência que estuda os ritmos biológicos do nosso organismo, revela os melhores horários para realizar uma série de atividades cotidianas da consulta ao dentista às refeições. E mais: fique por dentro de notícias surpreendentes sobre melatonina, o hormônio do sono

Cada coisa tem seu tempo. A velha frase resume com perfeição os princípios da cronobiologia, área científica que se firmou nos anos 60 do século XX. Seu foco é o estudo dos ritmos biológicos do organismo. Em outras palavras, nas últimas décadas os cientistas descobriram que nosso corpo se adaptou, como o dos demais seres vivos, à alternância entre luz e escuridão que caracteriza as 24 horas de um dia. Nesse intervalo, uma série de reações fisiológicas é deflagrada, mas cada uma delas tem hora marcada para acontecer. O hormônio do crescimento é secretado especialmente à noite, exemplifica o neurocientista John Fontenele Araújo, coordenador do Laboratório de Cronobiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.Esse sobe-e-desce de substâncias se reflete na nossa disposição para desempenhar as tarefas cotidianas nesse ou naquele horário. Da mesma forma que a idéia de sermos acordados às 5 da manhã para comer uma feijoada nos parece indigesta, esforços físicos e intelectuais têm seus altos e baixos que devem ser levados em conta ao planejarmos nossas atividades, opina Luiz Menna-Barreto, professor da Universidade de São Paulo e um dos pioneiros no estudo da cronobiologia no Brasil. Baseada nas recentes descobertas sobre o assunto, a escritora americana Jennifer Ackerman, especializada em divulgação científica, revela ao longo das páginas do livro Sex Sleep Eat Drink Dream, recém-lançado nos Estados Unidos, a hora certa para a prática de esportes ou para agendar uma visita ao dentista, entre outros compromissos(veja cronologia ao longo da reportagem).

Além de afiar a performance nas mais variadas atividades do dia-adia, as recentes descobertas sobre os ciclos que comandam o organismo vêm contribuindo para o desenvolvimento de novos remédios e melhoras no tratamento de algumas doenças.A cronobiologia tem demonstrado que alguns sintomas ocorrem com maior intensidade em determinadas horas do dia, explica o neurocientista John Fontenele Araújo. Dessa forma, pode-se ajustar as doses de um medicamento de acordo com os picos de incidência de um mal ou sintoma ao longo das 24 horas. É o caso da pressão alta.

A pressão geralmente dispara nas primeiras horas da manhã, o que explica uma maior ocorrência de infartos e derrames nesse período. Assim, algumas drogas para controlar o problema devem ser engolidas logo depois de o sol nascer. Os ataques de asma são outro exemplo f lagrante. Eles costumam vir à tona durante a madrugada. Daí, não é de estranhar a recomendação para os asmáticos se valerem da medicação específica para combatê-los à noite.

O tratamento de tumores é outro foco das pesquisas da cronobiologia, mais especificamente da cronofarmacologia, que estuda a ação de remédios de acordo com os ponteiros fisiológicos do corpo. Os pesquisadores procuram descobrir um horário em que somente as células cancerosas sejam sensíveis às drogas, explica o neurofisiologisa José Cipolla- Neto, da Universidade de São Paulo. Dessa forma, as células sadias seriam poupadas dos efeitos tóxicos da medicação.

Os hospitais mais modernos já se renderam aos ensinamentos dessa área científica. Em alguns deles, até os prédios foram projetados seguindo seus critérios. Antes pensava-se que as UTIs, por exemplo, tivessem de ser totalmente isoladas. Não era importante para o paciente saber se era dia ou noite, conta Fontenele. Hoje muitas dessas unidades já apresentam janelas e, como dá para perceber o ciclo dia-e-noite, os doentes melhoram mais rápido. Não à toa. Em contato com a luminosidade natural, quem está hospitalizado fica, assim, sincronizado com a luz solar. No final das contas, isso provoca um ajuste dos ponteiros do relógio biológico, porque o indivíduo permanece desperto de manhã e à tarde e, depois que a noite cai, adormece. E manter o nosso tiquetaque natural regulado é fundamental para conservar ou recuperar a saúde.

Nosso relógio biológico atende pelo estranho nome de núcleo supraquiasmático e está localizado no hipotálamo, lá no meio do cérebro. A claridade do dia impede que ele acione a glândula pineal, também situada naquela região. Já ao anoitecer, essa estrutura começa a liberar a melatonina, que é mais conhecida como o hormônio do sono. Além dessa nobre função, a substância desempenha outros papéis de destaque no organismo. Em suma, agiria como um regente dos ritmos internos do corpo.

Quando está sendo produzida, a melatonina sinaliza para o ser humano que anoiteceu. Sua liberação varia de acordo com a duração da noite, algo estritamente relacionado às estações do ano no inverno, os períodos de escuridão são maiores; no verão, mais curtos, e por aí vai. Na calada da madrugada, ao atingir seu pico na circulação, a melatonina prepara as células para receber, horas depois, boas doses de insulina, a encarregada de abastecê-las de açúcar. Ela também programa os turnos de trabalho do pâncreas, a glândula que fabrica esse hormônio, para coincidir com o período de vigília, momento em que estamos mais ativos e necessitamos de energia para manter o pique.

Sua ação contra os radicais livres, moléculas que danificam o DNA, impressiona os especialistas. A melatonina tem poder antioxidante maior do que as vitaminas C e E, diz José Cipolla- Neto. Nos bastidores, recruta enzimas capazes de reparar os estragos infligidos ao material genético. Assim, não é de estranhar o fato de muitos cientistas a considerarem uma aliada e tanto na luta contra tumores, especialmente aqueles que se alimentam de estrógeno, caso de alguns cânceres de mama seu efeito benéfico se dá pelo bloqueio dos receptores desse hormônio feminino. Já que o assunto é proteção, também é preciso dizer que a melatonina facilita a divisão de células de defesa, como os linfócitos. Por fim, funciona como um antihipertensivo. A questão é: com o avanço da idade, seus níveis despencam. Por isso, não é mera coincidência certos males, como a pressão alta, acometerem com maior freqüência pessoas idosas. Mas sua versão sintética é proibida no Brasil. Talvez seja hora de rever isso, opina Cipolla-Neto. De qualquer forma, respeitar os ritmos do organismo inclusive dormindo bem para assegurar o aporte de melatonina ainda é a melhor maneira de garantir muita disposição. Em todas as horas. E por toda a vida.

8h
O amor está no ar. A testosterona, hormônio masculino por natureza e responsável por despertar o desejo sexual, está nas alturas. Por outro lado, o sêmen de melhor qualidade é produzido em maior volume à tarde. Assim, quem quer gerar fi lhos poderá ter mais chances de ser bemsucedido se centralizar seus esforços no fi nal do dia.

10h
A dica é especial para as mulheres, que fi cam angustiadas diante da idéia de exibir unhas mal cuidadas por aí: procure fazer a mão de manhã. Qualquer sangramento inesperado, fruto de alguma manobra desastrada da manicure, será estancado mais rapidamente. Explica-se: as plaquetas, os elementos por trás da coagulação sangüínea, encontram-se em níveis mais elevados nesse período. O conselho vale também para os barbudos que querem se livrar dos pêlos no rosto.

11h
As manhãs são ideais para devorar pães, massas, doces e afi ns. Acredita-se que o organismo processe carboidratos com maior velocidade nas primeiras horas do dia do que durante a noite. Um estudo da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, mostra que a ingestão diária de uma única refeição de 2 mil calorias no café-da-manhã todo dia ajudaria a perder peso.

14h
Viva a sesta! A pausa após o almoço atende à necessidade biológica de repouso nesse horário. Em outras palavras, o corpo humano é programado para uma soneca depois da refeição. Os últimos estudos sobre o tema indicam que o recomendado seria cochilar de 15 a 20 minutos entre as 13 e as 14h30 para aliviar o cansaço, recarregar as baterias mentais e melhorar a performance cognitiva.

15h
Ninguém é muito fã, mas não há escapatória: um dia ou outro a gente tem de se sentar na cadeira do dentista. A escritora Jennifer Ackerman recomenda que as consultas com esse profi ssional sejam marcadas para depois do almoço. Isso porque à tarde conseguimos suportar com menos estremecimentos eventuais dores nos dentes. E, se houver necessidade de anestesia, as doses serão menores.

17h
Adultos jovens tendem a se distrair menos no fi nalzinho da tarde. Assim, quem está prestando um vestibular ou qualquer outro concurso deve focar os estudos perto da hora em que o sol se põe. Pessoas com idade mais avançada, no entanto, vivenciam a situação inversa.

18h
Que hora mais feliz para uma happy hour. A brincadeira não tem nada de infame. Entre as 17 e as 18h, nosso fígado processa de maneira muito mais efi ciente o álcool, o que facilita a desintoxicação do organismo. Dessa forma, minimiza-se o estrago que uns goles a mais na companhia dos amigos poderiam provocar.

19h
Final da tarde, início da noite: a temperatura corporal atinge seu pico. Como conseqüência dessa subida, a tolerância à dor, a fl exibilidade dos músculos e a velocidade dos refl exos se elevam. Eis uma boa hora para ir à academia ou dar aquela corrida no parque. Quer melhor incentivo para quebrar seus recordes, leitor?

Das 21 à 0h
Você pode até tentar adormecer entre as 18 e as 21h, mas vai ser difícil pregar os olhos. A gente tende a dormir melhor de duas a três horas depois desse intervalo. É quando o relógio biológico envia sinais para a glândula pineal aumentar sua produção de melatonina, avisando que está escuro, ambiente ideal para se jogar debaixo dos lençóis.

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Geneticamente modificados podem resolver a crise dos alimentos?

Abril 28, 2008

Levará algum tempo até que as plantas geneticamente modificadas possam ajudar a população faminta do mundo. Uma das razões é que as corporações agrícolas estão desenvolvendo os tipos errados de plantas

Philip Bethge

Às vezes as soluções para os problemas da humanidade estão à distância de um clique do mouse. “Como você alimenta meio milhão de pessoas no deserto?”, pergunta uma animação no site do projeto África Sorgo Biofortificado (ABS). A resposta que ele propõe é: “Super Sorgo!”

“Faça ele crescer!”, sugere sucintamente o site, patrocinado por um consórcio formado pela indústria agrícola e a comunidade científica. Uma criança feliz e sorridente enfatiza a intensa mensagem do site: o mundo está sendo salvo aqui mesmo, e estamos fazendo isso com a ajuda da engenharia genética. Os cientistas do projeto estão tentando desenvolver novas variedades de sorgo que seriam mais nutritivas e mais fáceis de digerir do que as variedades convencionais. Os desenvolvedores prometem que o novo grão fornecerá mais ferro, zinco, aminoácidos essenciais e vitaminas.

“O super sorgo pode melhorar a saúde de milhões de africanos de forma sustentável”, diz a diretora do projeto, Florence Wambugu, da organização Africa Harvest (Colheita Africana). A melhor coisa do projeto, diz Wambugu, é que a planta “é capaz de crescer nas regiões mais inóspitas e inacessíveis do continente africano, onde a ajuda para a alimentação não consegue chegar.”

Será que a solução é assim tão simples? Será que os frutos de plantas geneticamente modificadas (GM) podem de fato evitar que dezenas de milhares de pessoas morram de fome todos os dias?

A indústria da engenharia genética está convencida de que sim. “Evitar a fome requer que nós usemos completamente todas as possibilidades tecnológicas”, diz Martin Taylor da gigante suíça da agricultura Syngenta. As descobertas divulgadas por um relatório da Avaliação Internacional de Ciência e Tecnologia Agrícola para o Desenvolvimento (IAASTD, na sigla em inglês), todavia, são mais céticas. Mesmo hoje a agricultura moderna “não atingiu a todos”, diz Robert Watson, coordenador do relatório elaborado por mais de 400 cientistas. É possível, de acordo com Watson, que as plantas GM tenham algum papel na luta contra a fome no futuro. Mas, acrescenta, devemos examinar com cuidado se a tecnologia está de fato ajudando os produtores pobres ou simplesmente enchendo os cofres das companhias agrícolas.

O fato é que a indústria da engenharia genética vende cada vez mais suas sementes, e 43% dos campos onde elas estão sendo usadas ficam em países em desenvolvimento e economias emergentes, especialmente na Argentina, Brasil, Índia e China.

Uma variedade de soja chamada “Roundup Ready” desenvolvida pela companhia de engenharia genética Monsanto tem feito muito sucesso na América do Sul. A planta é resistente ao glifosato, o ingrediente ativo do herbicida Roundup. A Monsanto promete que tudo o que os fazendeiros precisariam fazer seria aspergir o glifosato sobre os campos de soja GM, e o produto em tese eliminaria quase todos os tipos de pragas.

O algodão batizado de “algodão Bt” da companhia também é visto como um sucesso. A semente, que contém um gene da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), encontrada no solo, é supostamente resistente à lagarta do algodão – uma praga que cava túneis dentro de até 60% das plantas.

Graças ao algodão Bt, os produtores indianos aumentaram sua safra em mais de um terço, diz Terri Raney da Organização de Agricultura e Alimentação (FAO) das Nações Unidas. Eles também gastaram cerca de 41% a menos em pesticidas e herbicidas. Apesar do alto custo das sementes, seus lucros aumentaram quase 70%, de acordo com Raney.

Apesar desses sucessos, o especialista da FAO continua cético em relação ao fato de que esse rápido desenvolvimento não garante benefícios aos mais pobres. Apenas quatro tipos de plantas (algodão, milho, colza e soja) e dois atributos (resistência a insetos e tolerância a herbicidas) que foram introduzidos utilizando a engenharia genética representam mais de 99% de todas as plantações GM existentes hoje. “E essas plantas com certeza não são destinadas aos pequenos produtores dos países em desenvolvimento”, diz Raney.

Em economias emergentes como a Argentina e a Índia, as safras de GM se destinam principalmente à produção de bens para exportação. Isso significa que as plantas GM interessam sobretudo aos fazendeiros com áreas relativamente grandes de terras cultiváveis. Os pequenos produtores, por sua vez, são deixados para escanteio.

Na Argentina, por exemplo, a monocultura de soja desmantelou as estruturas rurais estabelecidas, argumenta a organização ambientalista Amigos da Terra, o que levou à pobreza e a migração para as cidades.

Na Índia, o alto custo das sementes GM patenteadas está levando muitos dos produtores mais pobres à falência. “A indústria biotecnológica está nos dizendo que precisamos de plantas GM para atender às necessidades de alimento de nossa população”, diz Nnimmo Bassey, da Amigos da Terra na Nigéria. “Mas como podemos acreditar nessas afirmações quando a maior parte dos grãos GM é usada para alimentar os animais dos países ricos ou para produzir biocombustíveis?”

Aí está o principal problema. As novas variedades de plantas significam principalmente bons negócios quando servem ao mercado global e são cultivadas em vastas extensões de terra. Mas as plantas que seriam adequadas para o uso na luta contra a fome são as que se conformam ao solo, ao clima e às condições de infra-estrutura locais, e que ao mesmo tempo continuam sendo um recurso público acessível a todos, inclusive em termos de preço, mesmo para os pequenos produtores.

“O mundo em desenvolvimento precisa de plantas com melhor valor nutricional e maior resistência à seca, salinização e doenças”, diz Janice Jiggins da Universidade de Wageningen na Holanda, uma das autoras do relatório da IAASTD. De acordo com Jiggins, variedades locais de arroz e trigo, feijão, sorgo e teff [grão produzido na Etiópia] são culturas importantes para os mais pobres. “Muitas dessas variedades com certeza não são as mais importantes para a indústria”, disse.

Há alguns anos os especialistas têm demandado pesquisas patrocinadas pela iniciativa pública sobre as variedades de grãos locais tradicionais. Vários projetos promissores já estão sendo realizados. Os cientistas da África do Sul, por exemplo, desenvolveram um tipo de milho resistente ao devastador vírus estriado fino do milho. Uganda está testando bananeiras com maior resistência à doença Sigatoka Negra, uma infecção por fungos que pode destruir até 50% da colheita.

Os cientistas da África e da Ásia estão fazendo experiências com tomate, berinjela, folhas de mostarda e couve-flor geneticamente modificados. O arroz, grão mais importante para quase metade da população mundial, já está sendo modificado em laboratórios de genética.

Os cientistas chineses estão testando um arroz resistente a insetos no próprio país. Uma variedade similar de arroz já está sendo cultivada comercialmente no Irã. Novos testes em campo com o “arroz dourado” começaram no início desse mês nas Filipinas. Com a intervenção genética, o arroz de grãos amarelos contém beta-caroteno, um precursor da vitamina A. A esperança é que o arroz dourado possa eventualmente prevenir a deficiência da vitamina que causa cegueira em cerca de meio milhão de crianças a cada ano.

Institutos de pesquisa de sete países juntamente com a companhia agrícola suíça Syngenta estão envolvidos no desenvolvimento do arroz dourado, como parte de um modelo que poderia apontar para o futuro dessas iniciativas. No futuro, prevê Joachim von Braun do Instituto Internacional de Pesquisa em Política Alimentar de Washignton, “as companhias biotecnológicas, com sua alta tecnologia, farão parcerias com os institutos biotecnológicos de países em desenvolvimento que fornecerão o conhecimento local.”

Braun espera que as plantas GM compensem as safras prejudicadas pelas secas ou enchentes no futuro, “mas isso não acontecerá rapidamente”. Apesar dos grandes orçamentos para pesquisa das companhias de biotecnologia, a própria tecnologia ainda permanece como um empecilho.

As plantas criadas geneticamente podem funcionar?

“A pesquisa está avançando em um ritmo muito mais lento do que se esperava”, diz Klaus-Dieter Jany, do Instituto Max Rubener na cidade de Karlsruhe no sudoeste da Alemanha. Plantas resistentes à seca e tolerantes ao sal para áreas de água salobra, por exemplo, ainda estão em desenvolvimento, diz Jany. Usar as ferramentas da engenharia genética para aumentar a produção das lavouras é tão complicado que a maior parte dos pesquisadores geneticistas ainda não tentou.

Isso significa que as plantas modificadas são incapazes de satisfazer todas as expectativas? Algumas companhias agora voltaram a incentivar os métodos de cultivo convencionais. “Estamos utilizando toda a paleta de tecnologias agrícolas”, diz Robert Berendes, integrante da equipe de planejamento da Syngenta, “não há uma solução patente”. Berendes cita a “proteção química moderna” como exemplo e enfatiza as vantagens de se cultivar beterrabas pelo método convencional, com o qual as plantas podem crescer “num solo improdutivo com um alto teor de sal.”

A Syngenta também enfatiza um processo conhecido como seleção baseada na marcação. O método acelera o cultivo porque a análise do material genético é usada para selecionar os brotos com características mais promissoras. Nas Filipinas, por exemplo, uma equipe do Instituto Internacional de Pesquisa do Arroz descobriu uma seqüência genética que faz com que as plantas sobrevivam melhor às enchentes.

O arroz normalmente morre rápido quando submerso pela água. Mas se a seqüência genética mais vantajosa for inserida nas variedades comerciais, suas chances de sobreviver às enchentes aumentam.

A maioria dos especialistas concorda que, a longo prazo, os produtos desenvolvidos pelos engenheiros genéticos vão terminar nas lavouras dos mais pobres. “Todavia, as plantas modificadas terão de ser planejadas com maior eficiência, sob medida para as condições naturais e sociais dos países em desenvolvimento”, diz a cientista social Jiggins. Além disso, ela acrescenta, será necessário muito mais investimento em pesquisa antes que os grãos GM dêem frutos no mundo em desenvolvimento.

Será que os financiadores privados irão preencher esta lacuna mais uma vez? A primeira revolução verde da metade do século 20, que até hoje é controversa, foi financiada em parte pelas fundações Ford e Rockefeller nos Estados Unidos. Em 2006, este último formou uma aliança com a fundação estabelecida pelo criador da Microsoft Bill Gates para fazer uma nova revolução verde na África. Gates também doa milhões de dólares através de um programa chamado Grandes Desafios da Saúde Mundial. Esse programa já investiu cerca de US$ 18 milhões no projeto do Super Sorgo de Florence Wambugu.

Os ambiciosos planos de Wambugu, ex-funcionária da Monsanto, falharam inicialmente por conta do debate em torno da engenharia genética. No fim das contas, o medo humano pode impedir uma segunda revolução verde. As autoridades sul-africanas já proibiram os primeiros experimentos em estufa com o super sorgo de Wambugu, argumentando que ele seria muito perigoso para o meio-ambiente.

Tradução: Eloise De Vylder